Reestruture a dívida para caber na empresa que existe hoje.
A melhor condição no papel ainda pode ser impagável no caixa. Antes de pedir prazo ou desconto, descubra quanto a operação suporta sem criar outra crise.
Você precisa conhecer a dívida inteira, não apenas a parcela que venceu.
Uma empresa pressionada costuma negociar credor por credor. Isso pode produzir cinco acordos “bons” que, somados, são impossíveis de pagar. Reestruturação exige uma visão única.
- Credor, saldo estimado e tipo de obrigação.
- Taxa, parcela, vencimento e garantia vinculada.
- Valores em atraso e obrigações ainda em dia.
- Consequência operacional, fiscal ou jurídica do não pagamento.
- Capacidade mensal de pagamento baseada em fluxo projetado.
Para dívidas bancárias, o Banco Central informa que pessoas e empresas podem consultar operações de crédito pelo Registrato e pelo relatório do SCR. Esse levantamento ajuda a conferir o mapa antes de negociar.
Também é importante reconciliar o relatório com contratos, extratos e controles internos. Uma operação pode ter sido cedida, renegociada ou atualizada depois da data-base consultada. O mapa de dívidas é um documento de trabalho e precisa registrar a origem de cada valor.
Quatro decisões vêm antes de assinar um acordo.
- Projetar o caixa operacional. Estime o dinheiro necessário para manter a empresa entregando e vendendo.
- Classificar riscos. Separe dívidas bancárias, fiscais, trabalhistas, com fornecedores e compromissos garantidos.
- Definir capacidade real. A parcela deve sobreviver a meses normais e ruins, não apenas ao melhor cenário.
- Preparar cada negociação. Reúna contratos, extratos, garantias e alternativas antes de conversar.
Renegociação não é uma única ferramenta.
Dependendo do tipo de dívida, podem existir extensão de prazo, alteração de garantia, carência, desconto, parcelamento, transação tributária ou portabilidade de crédito. Cada alternativa possui regras e elegibilidade próprias.
| Tipo | O que conferir |
|---|---|
| Bancos e financeiras | Saldo, custo efetivo, garantias, prazo, portabilidade e impacto no caixa. |
| Fornecedores | Importância para a operação, estoque, prazo e continuidade do abastecimento. |
| Tributos | Órgão responsável, inscrição, modalidade vigente e apoio contábil ou jurídico. |
| Obrigações judiciais | Prazo processual, risco de bloqueio e estratégia definida com advogado. |
Reestruturar sem blindar a operação pode trocar uma cobrança atual por uma nova inadimplência alguns meses depois.
Verifique regras e condições na origem.
Não aceite uma parcela antes de saber se o caixa consegue carregá-la.
Conte o cenário para um especialista da VNI e descubra qual informação precisa ser organizada primeiro.
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